Arraiá da Alese encerra com apresentações de quadrilhas, barco de fogo e espadas

Publicada: 23/06/2022 às 13:43

23/6/2022

Por Aldaci de Souza/Agência de Notícias Alese

A terceira e última noite do Arraiá da Alese contou com apresentações das quadrilhas Amor Caipira (de Capela); Meu Sertão (de Riachuelo), Nordestina (de Neópolis) e Massacará (de Carmópolis) na Praça Fausto Cardoso. Em comemoração aos 18 anos da TV Alese, o evento teve início na última segunda-feira, 20 em parceria com a Liga de Quadrilhas Juninas de Aracaju e de Sergipe. O encerramento da festa contou com barco de fogo de Estância e demonstração de espadas para abrilhantar ainda mais. O encerramento da festa contou com barco de fogo de Estância e demonstração de espadas para abrilhantar ainda mais.

Presidente Luciano Bispo acompanhando as apresentações

“Todos que fazem a TV Alese estão de parabéns por nesses 18 anos levarem informação de qualidade aos sergipanos. E esse arraial aqui na Praça Fausto Cardoso foi uma ideia maravilhosa pois dá oportunidade  às quadrilhas juninas da capital e do interior, de se apresentarem fazendo uma homenagem ao nosso São João, preservando a nossa Cultura popular com apoio da Assembleia Legislativa de Sergipe”, destaca o presidente Luciano Bispo.

O diretor de Comunicação da Assembleia Legislativa de Sergipe, Irineu Fontes fez um balanço dos três dias do  da Alese. “O evento foi muito importante para marcar a presença da TV Alese na sua maioridade, mostrando que a gente está preparado para futuro, trabalhando um plano de Comunicação, planejamento e todo um trabalho para manter a emissora cada vez crescendo mais. A Diretoria de Comunicação vem se empenhando com toda a equipe de jornalismo para mostrar que quem mais pensa na Cultura e na comunicação sergipana é a TV Alese”, observa Irineu Fontes.

Não faltou animação

Segundo o presidente da Liga de Quadrilhas Juninas de Aracaju e Sergipe, Sérgio Luis Pereira, quem ganhou a festa pelos 18 anos da TV Alese foi a população que pôde prestigiar a apresentação das quadrilhas.

“O balanço dos três dias de apresentação é muito positivo e maravilhoso; concluímos o evento com muita alegria numa festa linda que contou com a apresentação de mais quatro quadrilhas. Só tenho a agradecer a Deus primeiramente e aos homens e mulheres que fazem a Assembleia Legislativa porque é uma porta que se abre para incentivar a Cultura sergipana e em especial às quadrilhas juninas, após dois anos de pandemia”, enfatiza Sérgio Luis.

Temas das quadrilhas

E nem fé

A Quadrilha Amor Caipira apresentou o tema: “Na noite de São João, tudo pode acontecer!”, mostrando o amor e a devoção, a magia do o retorno do espírito junino do São João, após dois anos de isolamento por causa da pandemia e ressaltando uma mistura de prosa e poesia, afim de vivenciar a participação, no amor, no fervor, na comunhão, na exaltação, no rito, na festa, na dança e no canto os signos temáticos populares presentes, tais como a religiosidade, tradições, usos e costumes que trazem um enorme significado para as pessoas que amam e brincam o são João. 

A Quadrilha Meu Sertão apresentou o tema: “A Saga de Pedro Pescador”, com uma produção fictícia fazendo uma homenagem aos ribeirinhos. Os quadrilheiros contaram a história entre Pedro e Ana, um
casal que se apaixonou na adolescência, mas devido aos problemas sociais Ana acabou indo embora de “Ribeiras” para casar-se com um grande empresário em outro estado. Pedro, mais conhecido como Pedro Pescador, vivia em sua embarcação na esperança de Ana, sua amada que partiu há anos, voltar e viver um lindo amor. Em meio a um temporal Pedro cai no mar e São Pedro, santo de sua devoção surge para salva-lo do afogamento deixando-o a beira-mar. Ana, depois de décadas, retorna a sua cidade
ribeirinha e quando o procura, encontra-o jogado a beira-mar. Pedro já desacreditado desse amor entre os dois, acorda e com isso essa paixão renasce fortemente. Um festejo acontece entre os pescadores e suas amadas em plena época junina.

Colorido nas vestimentas

O tema da Quadrilha Nordestina apresentado foi: “Da muvuca à embolada, na nossa feira não falta nada”, uma homenagem ao Patrimônio Cultural Imaterial de diversos estados do nosso Brasil. Sejam nas
feirinhas, feirões ou feiras livres é nela o lugar onde se encontra uma infinidade de coisas para comprar ou até mesmo trocar, lugar onde pessoas se encontram, a risada é garantida e a fofoca é colocada em dia. Os feirantes que são homenageados pelos nossos brincantes são trabalhadores itinerantes que possuem um trabalho árduo e pesado com uma rotina que começa na madrugada e sem hora pra acabar. Cada
feirante tem seu jeito e particularidade, uns são mais reservados e quietos e de contra partida tem outros que gritam, brincam e falam os famosos xavecos para conquistar os fregueses e que enriquecem a muvuca que é a feira livre.

A Quadrilha Massacará apresentou o tema: “São João, Festa do Ouro em Grão”, tendo o milho como destaque dos festejos juninos no Nordeste, enfatizando o plantio e a colheita; invocando a fé em São José, através de louvações, rezas, simpatias, orações, casamentos, especialmente em pedidos para o sucesso.

Espadas da cidade de Estância

A apresentação destacou desde a origem e chegada do grão em solo brasileiro; a preparação da terra, o plantio, a fé na chegada das chuvas até a culminância dos festejos juninos.

Fotos: Joel Luiz

 

 

 

 

 

Fotos: Joel Luiz

 

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