O deputado Antônio dos Santos (PSC) lamentou na sessão da Assembleia Legislativa de Sergipe (Alese) na tarde desta segunda-feira (05), a falta de investimentos na Saúde. Ele citou como exemplo, o caso de uma moradora do município de Nossa Senhora da Glória, que aguarda há um ano para fazer uma cirurgia renal.

“Recebi algumas documentações do município de Umbaúba aonde o Governo do Estado não tem repassando os recursos da Saúde e aí fica muito difícil para os municípios cumprirem suas metas, suas responsabilidades, uma vez que os recursos vêm da União, passam pelo Estado e se o Estado não repassa, de que forma os municípios vão cumprir as suas obrigações para com os cidadãos que estão lá aguardando a assistência? Isso é muito difícil”, ressalta.

Cirurgias

Pastor Antônio dos Santos como é conhecido destacou a impossibilidade de muitas pessoas não estarem conseguindo se operar no Estado de Sergipe.

“Algumas pessoas que não conseguem fazer uma cirurgia na rede pública, buscam a Justiça para conseguir esse garantir esse direito. Eu cito o caso de uma senhora na cidade de Glória que está há mais de um ano aguardando uma cirurgia no rim e essa mulher sofre permanentemente. Foi dado entrada na Justiça. A Justiça manda o Estado fazer e o Estado recorre, protela. Hoje essa senhora me ligou e me disse não estar aguentando mais de tanta dor”, enfatiza.

O parlamentar acrescentou que, quanto mais se demora para a realização das cirurgias, menos chances os pacientes têm de ter a saúde recuperada. ”Tomara eu não tenha que voltar a essa tribuna para dizer que essa pessoa não aguentou e morreu. Parece até que estão pedindo a Deus que a pessoa morra para não gastar com a saúde. É muito desumano. Quanto mais demora, menos chance as pessoas têm de ser recuperadas”, afirma.

“Muitas pessoas estão morrendo com doenças raras, precisando de medicamentos, buscam o Ministério Público, a Justiça e poderiam ter escapado se houvesse o atendimento da Saúde. Lamento que o Governo venha administrando esses recursos da Saúde e retirando de quem tem direito e que isso possa significar a diferença entre a vida e a morte. Vou mais uma vez procurar a secretaria para que essa senhora não chegue a falecer esperando uma cirurgia por mais de um ano”, finaliza.

Por Aldaci de Souza – Agência Alese de Notícias