Ana Lúcia destaca a conquista do voto feminino e a história de Antonieta de Barros

A deputada estadual Ana Lúcia ocupou a tribuna da Assembleia Legislativa no pequeno expediente para lembrar uma data extremamente importante na consolidação da cidadania das mulheres brasileiras: no dia 24 de fevereiro de 1932, há 84 anos, foi aprovado o voto feminino em nosso país.
Para marcar a data, Ana Lúcia destacou a história de Antonieta de Barros, a primeira deputada estadual negra do país e primeira deputada mulher do Estado de Santa Catarina. Além da militância política, Antonieta foi professora, participou ativamente da vida cultural de seu estado e atuou como professora, jornalista e escritora.
Ana Lúcia destacou que Antonieta tinha como grandes eixos norteadores de sua luta e de sua vida a defesa da educação e do magistério, a denúncia e crítica contundente aos desmandes políticos do seu tempo, a defesa dos direitos da mulher e a desconstrução do preconceito racial.
“No dia de hoje, em que todas nós mulheres estamos celebrando o direito de estar aqui nesta casa representando a população, dedico minha fala a esta grande mulher, negra, militante, intelectual, que contribuiu muito com a história do nosso país”, apontou a parlamentar.
Sobre Antonieta
Antonieta nasceu em Florianópolis, Santa Catarina, em 11 de julho de 1901, e faleceu no dia 18 de março de 1952. De origem pobre e órfã de pai, ela ingressou com 17 anos na Escola Normal Catarinense, concluindo o curso em 1921. Em 1922, a normalista fundou o Curso Particular Antonieta de Barros, voltado para alfabetização da população carente. O curso foi dirigido por ela até sua morte e fechado em 1964.
Professora de Português e Literatura, Antonieta exerceu o magistério durante toda a sua vida, inclusive em cargos de direção. Foi professora do atual Instituto de Educação entre os anos de 1933 e 1951, assumindo sua direção de 1944 a 1951, quando se aposentou.
Como jornalista, fundou e dirigiu o jornal A Semana entre os anos de 1922 e 1927, onde publicava crônicas opinativas. Dirigiu também a revista quinzenal Vida Ilhoa, em 1930, e escreveu vários artigos para jornais locais. Com o pseudônimo de Maria da Ilha, ela escreveria o livro Farrapos de Idéias, em 1937.
Foi eleita deputada estadual por Santa Catarina por duas vezes: em 1937 e em 1947, sempre lutando pela valorização do magistério: exigiu concurso para o provimento dos cargos do magistério, sugeriu formas de escolhas de diretoras e defendeu a concessão de bolsas para cursos superiores a alunos carentes.
* Com informações do site A cor da cultura
Por Ascom Parlamentar Dep. Ana Lúcia – Débora Melo

 

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