Durante a Sessão Plenária desta quarta-feira (25), na Assembleia Legislativa de Sergipe (Alese), o deputado Adailton Martins (PSD) utilizou a tribuna para abordar o aumento de episódios de agressões e ataques pessoais nas redes sociais, destacando a necessidade de responsabilidade e respeito no ambiente digital. Em seu pronunciamento, o parlamentar chamou atenção para o que classificou como uma prática cada vez mais recorrente. “Venho hoje a essa tribuna para falar sobre algo que está se tornando cada vez mais comum nas redes sociais: a agressão gratuita, o ataque pessoal e a falsa ideia de que a internet é um espaço onde tudo pode ser dito sem qualquer responsabilidade”, afirmou.
O deputado ressaltou que, embora a crítica seja parte fundamental do regime democrático, é preciso estabelecer limites claros. “Todos nós que estamos na vida pública, em algum momento, já fomos alvos de críticas e até de ofensas. A crítica faz parte da democracia, o debate de ideias é saudável. Mas o que não podemos aceitar é que a divergência se transforme em ataque, em desrespeito, em violência moral”, pontuou.
Ao citar um caso recente ocorrido em Sergipe, Adailton Martins manifestou solidariedade à procuradora da República Gisele Bleggi, integrante do Ministério Público Federal (MPF), que foi alvo de comentários ofensivos nas redes sociais. “Recentemente vimos um caso lamentável em nosso estado. A procuradora foi alvo de ataques simplesmente por sua aparência, suas roupas, seu cabelo e suas tatuagens. Isso é inaceitável, senhores”, declarou.
O parlamentar enfatizou que a liberdade individual deve ser respeitada. “Cada pessoa tem o direito de se vestir como quiser, de se expressar como quiser e de viver da forma que considerar melhor. Esse é um direito básico em uma sociedade democrática. O que não podemos é transformar as redes sociais em um espaço de agressões”, disse.
Defensor da liberdade de expressão, o deputado reforçou que esse direito não pode ser utilizado como justificativa para práticas ofensivas. “Acredito no direito de cada cidadão dizer o que pensa, mas liberdade de expressão não pode ser confundida com liberdade para ofender, humilhar e atacar a dignidade de alguém. O nosso direito termina quando começa o direito do outro”, frisou.
Adailton também relatou experiências pessoais com ataques virtuais e destacou a importância de buscar respaldo legal nesses casos. “Eu mesmo já fui alvo de agressões nas redes sociais. Fui ofendido no meu Instagram e, em alguns casos, precisei recorrer à Justiça. É importante que todos façam o mesmo. A internet não é terra sem lei. Existem leis que precisam ser respeitadas”, afirmou.
Por fim, o parlamentar fez um apelo à sociedade por mais empatia e responsabilidade nas interações digitais. “Muitas vezes, quem pratica esse tipo de ataque se esconde atrás de uma tela para despejar frustrações e espalhar o ódio. Não podemos nos calar diante do desrespeito e da violência gratuita. Deixo aqui minha solidariedade à procuradora Gisele e faço um apelo para que possamos ter mais respeito, mais responsabilidade e mais empatia em nossas relações, inclusive nas redes sociais”, concluiu.
Foto: Jadilson Simões / Agência de Notícias Alese
