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Linda Brasil aponta contradições da Iguá e cobra soluções concretas para a crise hídrica em Sergipe

A deputada estadual Linda Brasil destacou, durante pronunciamento na Assembleia Legislativa de Sergipe (Alese), nesta quarta-feira, 27, a audiência pública realizada na Câmara Municipal de Aracaju, da qual participou na tarde da última terça-feira (26), para discutir a crise hídrica na capital. A parlamentar reforçou a gravidade dos transtornos causados pelo desabastecimento de água em diversas localidades após a concessão dos serviços à Iguá Saneamento e cobrou medidas efetivas da concessionária para assegurar o atendimento à população.

“O compromisso que a Iguá assumiu com o estado de Sergipe vem falhando sistematicamente, e a empresa sequer pede desculpas à população. Os representantes sempre tentam culpabilizar o povo, dizendo que são questões pontuais, e não são. Várias localidades estão passando por isso, o que demonstra a falta de competência da empresa”, declarou a parlamentar.

Entre os casos citados pela deputada esteve o do Loteamento São Sebastião, no bairro Santo Antônio, onde houve a instalação de uma bomba para que a água pudesse chegar a uma outra região mais elevada. “Diante dessa estratégia ineficaz, quando a água era bombeada para uma região, faltava na outra. Isso demonstra a ineficiência técnica da empresa”, alertou.

De acordo com Linda Brasil, representantes da Iguá, da Deso e da Agrese, que estiveram presentes na audiência, não apresentaram respostas concretas para os problemas enfrentados diariamente pela população. “Cada denúncia sobre interrupção do abastecimento de água, cada fatura abusiva, demonstra a ineficiência técnica da empresa. Sempre há uma desculpa, mas sem resolução efetiva para a situação”, criticou.

Portaria

Linda Brasil também reforçou a importância do cumprimento da Portaria nº 23 da Agrese, para suspensão de cobranças em áreas desabastecidas, com garantia de parcelamento automático das faturas. No entanto, defendeu que a atuação regulatória precisa ir além de medidas compensatórias. “A regulação não deve acontecer apenas depois do problema. É preciso acabar com os transtornos causados à população”, frisou.

Sobre o posicionamento da Agrese quanto à suspensão da portaria, Linda questiona: “Por qual razão a portaria foi retirada? Se a água não foi fornecida, não deverá ser cobrada, com ou sem portaria”, frisou.

 

Foto: Divulgação / Ascom

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