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Kitty Lima sai em defesa de mestres de capoeira e diz que vai trabalhar para que tenham voz

Deputada destacou que mestres formam gerações, mas não têm acesso facilitado às políticas públicas.

A deputada Estadual, Kitty Lima, (PSB) usou a tribuna da Assembleia Legislativa de Sergipe (Alese) nesta quarta-feira (22) para sair em defesa de mestres de capoeira. E aproveitou também para enfatizar que vai trabalhar para que todos tenham voz.

No plenário da casa, Kitty iniciou sua fala sendo enfática ao afirmar que os mestres não são ouvidos e que, ao receber um desses mestres, sentiu o quanto eles passam por dificuldades. “Hoje venho dar voz a quem constrói cultura todos os dias, mas raramente é ouvido. Uma ideia disso foi ao receber o depoimento de um mestre da cultura popular, o Mestre Piupiu, do projeto Gingando com Inclusão. Um homem que dedicou a vida à capoeira, à cultura de matriz africana, à formação de jovens em comunidades. E ele me disse algo que precisa ecoar nesta Casa. Ele me disse que só é lembrado na semana da capoeira e que depois, a gente some. Isso dói, porque revela uma verdade que a gente precisa encarar”.

A parlamentar destacou também que a cultura é comemorada, mas que políticas públicas não são concretizadas e pontuou o descaso com os mestres. “Nós celebramos a cultura, mas não estruturamos políticas públicas para quem faz a cultura acontecer. Estamos falando de mestres e mestras que formam gerações, que previnem violência e que mantêm viva a identidade do nosso povo. Os mestres não têm reconhecimento institucional contínuo, não têm acesso facilitado às políticas públicas e muitas vezes, sequer, conseguem ser recebidos pelos órgãos de cultura”.

Kitty discorreu ainda sobre a importância da capoeira como produto cultural reconhecido nacionalmente. “A capoeira já é reconhecida como patrimônio cultural pelo IPHAN, mas patrimônio não pode ser só título, patrimônio precisa de política pública. E não reconhecermos isso não é falta de talento, é falta de estrutura”.

Diante da atual situação, a deputada revelou o quanto vai se emprenhar para mudar essa realidade. “Eu quero aqui assumir um compromisso: trabalhar para que os mestres da cultura popular tenham voz, acesso e reconhecimento permanente, não só em datas comemorativas, mas com organização, com escuta ativa e com construção de políticas reais”.

Encerrando sua fala, Kitty endossou o quanto a cultura não é uma simples festa, não é um simples evento que precisa ser patrocinado. A parlamentar enfatizou o quanto a cultura é uma obrigação do poder público para com todos que a fazem não entrar no esquecimento. “Cultura não é evento, cultura é base. E quem sustenta essa base precisa ser valorizado. Finalizo dizendo: Dar voz aos mestres da cultura popular não é favor, é dever”.

 

Foto: Jadilson Simões /Agência de Notícias Alese

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