O deputado estadual Luciano Pimentel (Progressistas) subiu à tribuna da Assembleia Legislativa de Sergipe (Alese) nesta terça-feira, 24, para lamentar os recentes casos de feminicídio registrados no estado. Em seu pronunciamento, o parlamentar destacou que o combate à violência contra a mulher é uma luta que deve ser encampada por toda a sociedade.
“O feminicídio é o último estágio da violência contra a mulher. Antes dele, há uma escalada silenciosa de agressões — físicas, psicológicas e morais — que muitas vezes são ignoradas ou naturalizadas. Por isso, o enfrentamento a essa realidade exige ação firme e contínua. É necessário educar os meninos desde cedo, reeducar os homens, para que aprendam a respeitar a vida, a autonomia e a dignidade das mulheres. Essa é uma mudança cultural que precisa envolver toda a sociedade”, enfatizou Pimentel.
Em sua fala, o deputado apresentou dados divulgados em janeiro pela Polícia Civil de Sergipe, por meio da Delegacia Especial de Atendimento à Mulher. Os números revelam que, apesar da redução histórica dos feminicídios ao longo dos últimos anos, com queda de mais de 50% entre 2021 e 2024, o ano de 2025 registrou um aumento nos casos.
“Entre os meses de dezembro de 2025 e janeiro de 2026, a Delegacia Especial de Atendimento à Mulher representou por 15 prisões preventivas e oito medidas cautelares. Somente em janeiro, seis mandados de prisão foram cumpridos por descumprimento de medidas protetivas, além de outros dois executados com apoio de equipes policiais de outras unidades”, citou Luciano.
O parlamentar informou ainda que, atualmente, Sergipe conta com uma rede importante de apoio às vítimas, com atendimento 24 horas por meio do Departamento de Atendimento a Grupos Vulneráveis, além da Delegacia Virtual da Mulher, que permite solicitar medidas protetivas sem sair de casa, da Central de Atendimento à Mulher — 180 —, do Disque-Denúncia 181 e do 190 da Polícia Militar.
“Precisamos garantir que nenhuma mulher esteja sozinha, que toda denúncia seja acolhida e que toda vida seja protegida. Que possamos transformar a indignação em ação e seguir firmes na construção de uma sociedade mais justa, segura e igualitária para todas as mulheres”, concluiu Pimentel.
Foto: Jadilson Simões/Alese
