O presidente da Assembleia Legislativa de Sergipe (Alese), deputado Luciano Bispo, parabeniza todos os profissionais da área, especialmente as taquigrafas da casa legislativa, pelo seu dia.

Comemora-se no dia 3 de maio o Dia Nacional do Taquígrafo. Esta data foi escolhida pela classe, reunida soberanamente em congresso – o 1° Congresso Brasileiro de Taquigrafia, realizado em 1951, em São Paulo, e promovido pelo Centro dos Taquígrafos de São Paulo – para comemorar o Dia do Taquígrafo, iniciativa do gaúcho Adoar Abech.

A data foi escolhida porque foi exatamente no dia 3 de maio de 1823 (há 177 anos, portanto) que foi instituída oficialmente a taquigrafia parlamentar no Brasil, para funcionar na primeira Assembleia Constituinte. A introdução da taquigrafia no parlamento brasileiro deve-se a José Bonifácio de Andrada e Silva.

Segundo a taquigrafa da Alese, Ísis Fernandes, é uma profissão que precisa ser mais valorizada. “Existe uma proposta para nos retirar do trabalho em plenário e nos deixar apenas na sala transcrevendo, mas a nossa função é essencial para o parlamento, pois temos técnicas que nenhuma outra profissão tem”, afirmou.

O que é taquigrafia?

Esse tipo de escrita, desenvolvida para ser tão rápido quanto a fala, usa símbolos especiais para registrar diálogos. Como o segredo é anotar tudo rápido, os sinais da taquigrafia não são baseados em letras, mas em fonemas.

Já que cada língua tem fonemas diferentes, cada idioma precisa desenvolver um tipo diferente de taquigrafia. No Brasil, o método mais comum foi criado em 1926 pelo estudante de medicina Oscar Leite Alves, que usou formas geométricas para representar fonemas – todos os sinais gráficos criados por ele são bem mais simples do que as letras a que estamos habituados.

Na foto: as taquigrafas da Assembleia Legislativa de Sergipe (Alese).

Por Camila Ramos* – Agência Alese de Notícias

*Com informações da internet