Sessão Especial ressalta a importância do Arquivo Público de Sergipe

Publicada: 30/10/2023 às 19:22

Por Aldaci de Souza/Agência de Notícias Alese

O Arquivo Público do Estado de Sergipe (Apes), completou no último dia 15 de outubro, 100 anos de institucionalização. A data foi comemorada na tarde desta segunda-feira (30), durante Sessão Especial, de autoria do presidente da Assembleia Legislativa do Estado de Sergipe (Alese), deputado Jeferson Andrade (PSD). 

Deputado Paulo Júnior presidiu a Sessão Especial

A Sessão Especial foi presidida pelo deputado Paulo Júnior (PV), que destacou a importância de celebrar e honrar a trajetória e um centenário que simboliza a preservação da memória e da identidade do estado. De acordo com ele, o Apes é muito além de uma entidade administrativa, uma edificação repleta de documentos e registros, o guardião de memória coletiva, de nossas raízes; o repositório de  trajetórias; das jornadas percorridas; o espelho do desenvolvimento enquanto sociedade e uma bússola que direciona para o futuro com base em lições do passado.

“Suas estantes repletas de documentos de valor inestimável são testemunhas de nossa evolução política, econômica, social e cultural. Nesses 100 anos observamos  o florescimento de Sergipe em suas páginas, mapas, cartas e fotografias. Correspondências oficiais que registraram decisões cruciais; legislações  que moldaram caminhos; atas que testemunharam acordos e desacordos; relatórios que apresentaram os rumos tomados em diversos momentos da nossa história”, observa destacando ainda itens cartográficos que mapeiam  a geografia e o desenvolvimento territorial, assim como itens iconográficos e documentos provenientes da administração pública, juntamente com registro de personaldiades que marcaram o estado, além de uma biblioteca guardiã de livros que abrangem múltiplas áreas do saber e uma emeroteca, que oferece um panorama histórico por meio do Diário Oficial do Estado e diversos outros jornais.

Diretora do Apes, Sayonara Rodrigues

“Tudo isso não é apenas papel. É a materialização da vida política, econômica, social e cultural de Sergipe; assim, o valor do Arquivo Público estadual vai além da suas funções de repositório, contribuindo com a pesquisa e o desenvolvimento acadêmico. Historiadores, sociólogos, geógrafos e muitos outros pesquisadores encontram nesse local, fontes primárias inestimáveis para seus estudos. No âmbito da Educação, os artigos são ferramentas essenciais e eles podem ser utilizados como recursos didáticos para enriquecer experiência de aprendizado, oferecendo aos estudantes, uma conexão tangível e direta com o passado. Além de tudo, é uma instituição inclusiva e não discrimina quem pode acessar o seu acervo. Todos, independente de sua origem, status ou intenção, tem o direito de explorar, aprender e se conectar com os registros que ele protege”, enfatiza o parlamentar. 

Institucionalização

A diretora do Arquivo Público de Sergipe, Sayonara Rodrigues do Nascimento informou que o surgimento do Apes aconteceu como sessão da Biblioteca Provinmcial, em 1848.

Professora e antropóloga Beatriz Góes Dantas

“Mas só foi institucionalizado em 1923 e o mês de outubro pra nós que fazemos o Arquivo Público é bem emblemático. É uma casa de memória, de cultura, de história, de informação e que veio e resistiu ao longo desses anos às intempéries do tempo e das dificuldades. Foi construído por pessoas, personagens que tiveram importância significativa, a exemplo da professora Beatriz Góes Dantas, que na década de 1970 fez o processo de reorganização da documentação juntamente com a professora Terezinha Oliva e um grupo de estagiários da Universidade Federal de Sergipe”, conta.

Syaonara Rodrigues enfatizou que hoje, o que o Arquivo Público mais anseia é de não ser uma casa de memórias e sim de gestão de documentos. “Em 1978 foi criado o sistema de gestão de arquivos e o o arquivo público é o órgão central desse sistema. Nós precisamos atuar na gestão de documentos, na administração pública estadual e, auxiliando também os municípios porque o sistema é formado por essa conjuntura”, explica.

Vice-governador Zezinho Sobral

Para a professora e antropóloga Beatriz Góes Dantas, aerquivo é sempre um órgão muito importante porque é ele quem fundamenta a memória e a história das comunidades. “O Arquivo Público de Sergipe é responsável por recolher a documentação das repartições públicas, formando o acervo das fontes que são necessárias tanto para a memória, quanto para a história como também para os direitos dos indivíduos. Quando se precisa de uma certidão de trabalho e não encontram em alguns lugares, possa ser que o arquivo tenha os documentos da sessão onde trabalhavam os cidadãos; o arquivo é bem representativo de toda essa gama de aspectos importantes da cultura”, entende.

O vice-governador de Sergipe, Zezinho Sobral representou o governador Fábio Mitidieri na Sessão Especial que contou ainda com historiadores, servidores e estagiários do Apes.

“A Alese mais uma vez sai à frente pelo protagonismo na difusão da importância dos arquivos porque a gente não pode esquecer todos os fatos que foram realizados e todos os que contribuíram para os avanços do nosso estado; sem esquecer as dificuldades que vivemos, saber onde erramos. Quem guarda o seu passado, sempre terá uma referência de um futuro melhor, cometendo menos erros e buscando seguir os exemplos daqueles que construíram boas ações”, ressalta Zezinho Sobral.

Composição da Mesa Diretora

Na oportunidade, foi exibido um documentário elaborado pela TV Alese, sobre a história do Apes.

A Mesa Diretora foi composta na Sessão Especial pelo deputado Paulo Júnior, o vice-governador Zezinho Sobral, a diretora do Arquivo Público de Sergipe, Sayonara Rodrigues do Nascimento, o presidente da Comissão Especial de Resgate ao Memorial da Ordem dos Advogados do Brasil, José Rivadálvio Lima, representando o presidente da OAB/SE, Daniel Alves Costa e o Conselho Estadual de Cultura, a professora e chefe do Departamento de História da Universidade Federal de Sergipe, Edna Matos e as professoras eméritas da UFS, Beatriz Góes Dantas e Terezinha Alves de Oliva, além do diretor do Arquivo Público de São Cristóvão, Adailton Andrade.

Fotos: Jadilson Simões/Alese 

 

 

 

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