Com o objetivo de fortalecer a identidade cultural sergipana e aproximar crianças e jovens das tradições nordestinas, o deputado estadual Paulo Junior (PV) apresentou o Projeto de Lei nº 149/2026, que institui a abordagem do Forró, do Xote, do Xaxado e do Baião como temas transversais obrigatórios no currículo da rede estadual de ensino de Sergipe.
A proposta prevê que esses ritmos sejam trabalhados de forma interdisciplinar em disciplinas como História, Geografia, Arte, Língua Portuguesa, Educação Física e Literatura, sem a criação de uma nova matéria. A iniciativa está alinhada à Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) e à Base Nacional Comum Curricular (BNCC), que incentivam a valorização das características culturais regionais no processo de ensino.
Para Paulo Junior, preservar a cultura popular também é uma forma de educar.
“O Forró, o Xote, o Xaxado e o Baião fazem parte da nossa história e da identidade do povo sergipano. A escola tem um papel fundamental na valorização desse patrimônio, garantindo que as novas gerações conheçam, respeitem e mantenham vivas essas manifestações culturais”, destacou o parlamentar.
Entre os objetivos do projeto estão a valorização do patrimônio cultural imaterial nordestino, o incentivo ao estudo da história, da musicalidade, das danças e dos principais artistas desses ritmos, além do fortalecimento do sentimento de pertencimento dos estudantes e do respeito à diversidade cultural.
O texto também autoriza a Secretaria de Estado da Educação, do Esporte e da Cultura (Seduc) a promover formação continuada para professores, produzir materiais didáticos e estabelecer parcerias com universidades, institutos federais, mestres da cultura popular, associações de forrozeiros e grupos culturais para desenvolver oficinas, apresentações e projetos pedagógicos.
Paulo Junior destaca que o Forró foi reconhecido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil, em 2021, e destaca a importância de preservar ritmos que representam a história, a resistência e a diversidade cultural do Nordeste.
“O projeto não cria sobrecarga curricular. Pelo contrário, utiliza um espaço já previsto na legislação educacional para enriquecer o ensino, conectando os estudantes à realidade cultural de Sergipe e fortalecendo a formação cidadã”, concluiu o deputado.
O Projeto de Lei nº 149/2026 segue em tramitação na Assembleia Legislativa de Sergipe.
