De acordo com relatos, funcionários e técnicos das UBSs têm recebido orientações divergentes das informações repassadas pelo Centro de Atenção à Saúde de Sergipe (CEMAR), unidade especializada responsável pelo acompanhamento dos usuários da estratégia preventiva. A falta de um protocolo unificado para a dispensação dos medicamentos tem provocado confusão no atendimento e criado barreiras ao acesso contínuo ao tratamento.
A PrEP é uma das principais estratégias de prevenção ao HIV adotadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e tem apresentado resultados expressivos no combate à infecção. Dados apontam que, entre 2016 e 2023, o uso do medicamento contribuiu para uma redução de 54% nas infecções por HIV na cidade de São Paulo.
No cenário nacional, o Ministério da Saúde registra um crescimento de 150% no número de usuários da PrEP desde 2023. Segundo a pasta, a ampliação da estratégia fortaleceu a testagem, aumentou a identificação de casos e contribuiu para a redução de novas infecções pelo vírus.
Em Sergipe, entre 2013 e 2023, houve um aumento de 15,3% no número de pessoas vivendo com HIV no estado. “Isso revela uma situação de ineficiência. Há falta de capacidade de estabelecer um protocolo para a dispensação desses medicamentos, o que acaba agravando a situação”, declarou a parlamentar.
Linda Brasil solicitou que a Secretaria Municipal da Saúde estabeleça e divulgue de forma clara um protocolo único para a dispensação da PrEP na rede municipal. A medida é considerada fundamental para assegurar transparência, eficiência administrativa e continuidade do atendimento, o que gera maior segurança para os pacientes, assim como contribui para uma melhor qualidade de vida dessa população.
“Um tratamento contínuo, de impacto evidente na saúde pública, não pode ser dificultado por más práticas de gestão. Esse é um tema sensível que precisa de cuidado e de um protocolo, assim como deve ocorrer com outros serviços”, destacou.
