A deputada Linda Brasil (Psol) falou na Sessão Plenária da Assembleia Legislativa de Sergipe (Alese), nesta quarta-feira (11), sobre a ilegalidade da greve dos professores, iniciada na última segunda-feira (9), alegando a falta de negociações entre Governo do Estado e a categoria.
“Antes de chegar à Alese eu passei em frente ao Tribunal de Justiça para me solidarizar com as professoras e professores que estão reunidos em um ato, esperando o resultado do julgamento em relação à liminar que decretou a ilegalidade e a suspensão da greve, que é um instrumento legal da classe trabalhadora”, ressalta.
Linda Brasil informou que na manhã desta quarta-feira, o pleno do Tribunal de Justiça de Sergipe julga a situação.
“Houve duas decisões: uma a favor da legalidade da greve e outra suspendendo. Espero que o Tribunal de Justiça avalie a importância do movimento grevista, pois quem incorreu no erro foi o Governo do Estado em não dialogar com a categoria. Desde 2023, quando o governador (Fábio Mitidieri) tomou posse, vem com uma tentativa de criminalizar esses profissionais tão importantes para o nosso estado, com um projeto político. Ele quer privatizar todos os setores da administração pública de Sergipe por não ter competência para gerir, a exemplo do que aconteceu com a Deso, dizendo que a solução seria a privatização, e com a saúde, entregando os equipamentos às organizações sociais”, lamenta.
A deputada acrescentou ter certeza do desrespeito por parte do Governo do Estado para com os profissionais da Educação.
“O que o governador está fazendo com as professoras e professores é um desrespeito e quando não há diálogo, não há negociação, mesmo quando o próprio Governo anuncia estar numa situação favorável economicamente. Isso é uma tentativa de criminalizar a luta da categoria e eu espero que os desembargadores avaliem com critério, pois até mesmo os alunos e alunas estão se manifestando em favor dos professores diante da situação da educação pública em Sergipe. Eles reconhecem que os educadores se dedicam diariamente para garantir uma educação de qualidade e estão lutando por direitos garantidos por leis, a exemplo do que relataram os alunos do Colégio Estadual Cícero Bezerra, em Nossa Senhora da Glória, conscientes da importância de valorizar a educação pública”, enfatiza.
Restaurantes populares
Linda Brasil falou ainda sobre uma matéria publicada na imprensa sergipana, informando que a prefeita de Aracaju, Emília Corrêa (Republicanos), barrou uma proposta da vereadora Sônia Meire (Psol), que previa quatro unidades de restaurantes populares na capital sergipana, levando em conta as áreas com maiores índices de pobreza e insegurança alimentar.
“A prefeita Emília Corrêa, quando era vereadora e eu falava sobre a importância de termos mais restaurantes populares em Aracaju, ela era a favor. Agora que está na gestão, o discurso mudou. De acordo com matéria da Mangue Jornalismo, a Câmara Municipal barrou, no dia 24 de fevereiro, a emenda de autoria da vereadora Sônia Meire, para a instalação de ao menos quatro restaurantes populares no município. A proposta busca ampliar uma política essencial de combate à fome e a garantia do direito humano à alimentação adequada. É lamentável que, como prefeita de Aracaju, ela tenha vetado um projeto tão importante, em uma contradição política explícita”, observa.
Foto: Jadilson Simões/Agência de Notícias Alese
