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Linda Brasil lamenta falta de transporte universitário em Cristinápolis

Na sessão plenária da Assembleia Legislativa de Sergipe (Alese,) desta quinta-feira (16), a deputada estadual Linda Brasil (Psol) subiu à Tribuna para ressaltar diversas pautas, entre elas a escala 6×1, a falta de transporte para estudantes universitários que se deslocam do interior para a capital e o trato da Prefeitura de Aracaju com equipamentos públicos, entre outros assuntos.

Na oportunidade, a parlamentar iniciou sua fala lamentando o posicionamento da bancada da extrema direita na Câmara dos Deputados, que tem travado e impedido o avanço do projeto da escala 6×1 para aprovação. “Esse projeto é muito importante para o povo brasileiro e para a classe trabalhadora. É necessário que avance a votação para o fim da escala 6×1, sem diminuição de salário e com redução da jornada de trabalho. É preciso dizer com muita clareza: a escala 6×1 adoece. São jornadas exaustivas que impedem a recuperação física e mental, aumentam o estresse, a ansiedade e a depressão, além de sobrecarregar o sistema de saúde. Não é apenas uma questão trabalhista, mas também de saúde pública. Quem vive nessa rotina não tem tempo para resolver questões básicas do dia a dia, cuidar da casa, conviver com familiares ou simplesmente descansar. A defesa da família, tão utilizada por setores conservadores, não pode ser apenas discurso. Não existe defesa real da família sem garantir tempo de convivência. Seguiremos firmes na defesa do trabalho digno, da saúde e de uma economia que funcione para as pessoas, sem retrocessos”, destacou.

A parlamentar também citou denúncias recebidas nas redes sociais sobre a falta de transporte para estudantes universitários que se deslocam do interior para a capital. Segundo ela, estudantes de Cristinápolis enfrentam superlotação, com cerca de 60 pessoas em um ônibus com capacidade para 40. “É inadmissível que a Prefeitura e o Governo do Estado não se unam para resolver essa situação. Muitos estudantes deixam de frequentar as aulas ou precisam arcar com transporte particular. Estamos falando de viagens de até duas horas em condições inadequadas, colocando vidas em risco”, afirmou.

Ela também criticou a possibilidade de alunos terem que custear combustível. “O estudante já arca com despesas como alimentação, mensalidade e material. Não deveria pagar pelo transporte. Sem isso, o acesso à universidade fica comprometido”, disse.

Outro ponto destacado foi a interrupção do transporte no início do semestre, o que fez estudantes perderem aulas e até abandonarem cursos. “É inadmissível que o acesso à educação dependa de disputa por vagas em grupos de mensagens ou listas informais”, pontuou.

Por fim, Linda Brasil denunciou problemas estruturais no mercado Maria Virgínia Leite Franco, em Aracaju, após alagamentos. “Comerciantes tiveram prejuízos. Isso demonstra descaso com a manutenção dos espaços públicos. Em vez de investir na estrutura, a gestão prefere discutir privatizações”, criticou.

Foto: Jadilson Simões/Agência de Notícias Alese

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