A deputada Linda Brasil (Psol) falou na Sessão Plenária, desta quinta-feira (25), sobre as propagandas feitas em telões pelo Governo do Estado, no Arraiá do Povo, e pela Prefeitura de Aracaju, no Forró Caju.
“Fui ao Arraiá do Povo e ao Forró Caju e percebi que, ao invés do Governo e da Prefeitura divulgarem quais são os caminhos para as pessoas que sofrerem alguma situação de emergência em relação aos seus direitos, estão usando a comunicação pública para fazer suas propagandas, principalmente nesse período. Uma coisa me chamou a atenção no Forró Caju: ao invés do telão transmitir o cantor que estava no palco, fazia propaganda de várias empresas, da prefeitura com campanhas que não tem nada a ver com a festividade. Não vimos anúncio de campanhas sobre respeito às mulheres, combate à violência e uso responsável de bebidas alcóolicas”, lamenta.
Linda Brasil ressaltou que as pessoas estavam reclamando sobre a falta de transmissão dos shows nos telões. “Os espaços são distantes e as pessoas que estavam longe do palco não conseguiam ver as apresentações. O telão, na minha concepção, existe justamente para que as pessoas possam ver os artistas. Eu estava ali brincando e muitas pessoas vieram a mim, reclamar. Eu fiz um vídeo e no outro dia resolveram o problema, que não entendi ser de tecnologia, porque depois da repercussão, e que as pessoas também começaram a se manifestar, resolveram. Faço uma reflexão sobre algo que poderia ser usado para a conscientização sobre o respeito às mulheres, às pessoas LGBT, sobre a causa animal, aproveitando a multidão para que as pessoas possam se conscientizar sobre os direitos e quebra de preconceitos para que possamos viver em uma sociedade que possa respeitar cada vez mais uns aos outros”, destaca.
Recomendação
A deputada ressaltou ainda uma recomendação do Ministério Público ao Tribunal de Contas de Sergipe, para que suspenda imediatamente o pagamento de emendas impositivas dos deputados estaduais aos municípios.
“O argumento é que o Governo descumpriu alguns critérios de transparência definido pelo Supremo Tribunal Federal. Essa é uma situação difícil e complicada porque falta organização e planejamento, ou mesmo o que a gente tem denunciado há anos aqui nessa Tribuna, sobre o uso que o Governo faz dessas emendas parlamentares para moeda de troca por apoio. Isso demonstra falta de comprometimento quanto à seriedade do uso do dinheiro. O parecer do Ministério Público confirma o péssimo uso dos recursos pelo Governo do Estado. Isso é muito triste porque muitas das emendas que a gente destina não são pagas, até mesmo as impositivas colocam obstáculos, mesmo a maioria sendo para instituições historicamente reconhecidas por desenvolverem trabalhos voluntários importantes a exemplo da Associação dos Amigos da Oncologia (AMO) e projetos do próprio estado. Vamos continuar acompanhando para que o orçamento público atenda ao povo e não somente a uma caixa de privilegiados”, enfatiza.
Foto: Jadilson Simões/Agência de Notícias Alese
