O deputado estadual Jeferson Andrade (PSD), presidente da Assembleia Legislativa, está empenhado em fortalecer a agricultura no sertão de Sergipe por meio do cumprimento rigoroso do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC). Além disso, o parlamentar defende que os bancos ofereçam linhas de financiamento agrícola sem restrições e com seguro garantido, facilitando o acesso dos produtores rurais a recursos financeiros essenciais para o desenvolvimento de suas atividades.
O ZARC, aprovado para Sergipe pela Portaria Nº 324 da Secretaria de Política Agrícola (SPA) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), de 31 de julho de 2024, orienta os produtores sobre as melhores condições climáticas e períodos de plantio, visando reduzir riscos e aumentar a produtividade. O cultivo consorciado de milho com braquiária, recomendado pelo zoneamento, melhora a qualidade do solo, retém umidade, controla plantas daninhas e promove a sustentabilidade no manejo agrícola.
Jeferson Andrade enfatiza que, para que essas diretrizes sejam eficazes, é fundamental que os produtores tenham acesso a financiamentos adequados. Ele destaca a necessidade de os bancos oferecerem crédito sem restrições excessivas e com seguro agrícola garantido, protegendo os agricultores contra possíveis perdas decorrentes de fatores climáticos adversos.
O parlamentar também ressalta a importância de ações governamentais que assegurem assistência técnica e incentivem o uso de tecnologias modernas no campo. “É essencial que os órgãos competentes e os produtores trabalhem juntos para aplicar as recomendações do zoneamento, promovendo um ciclo agrícola mais eficiente e sustentável para Sergipe”, concluiu Jeferson Andrade.
Considerações
A braquiária é uma forrageira que pode servir como alimento para a exploração pecuária e também para formação de palhada, proporcionando cobertura permanente do solo até a semeadura da nova safra de milho.
Segundo a Portaria SPA/MAPA, objetivou-se com o ZARC identificar os municípios aptos e o calendário agrícola de plantio, para o cultivo do milho consorciado com a braquiária em Sergipe, em três níveis de risco: 20%, 30% e 40%.
De acordo com o site do Ministério da Agricultura, o ZARC é um instrumento de política agrícola e gestão de riscos. A técnica, diz o MAPA, é de fácil entendimento e adoção pelos produtores rurais, agentes financeiros e demais usuários.
Foto Ilustrativa: Embrapa