O deputado Gilson Andrade (PTC), que é integrante da Comissão de Saúde, Higiene, Assistência e Previdência Social da Assembleia Legislativa de Sergipe – Alese participou nesta terça-feira, 15, da audiência com o secretário de Estado da Saúde, José Sobral, realizada na sala das Comissões. Na ocasião, o secretário foi apresentar o balanço de ações empreendidas pela pasta durante o primeiro quadrimestre de 2015.

Sobre o fortalecimento da rede de saúde mental com ênfase no enfrentamento do crack e outras drogas, o parlamentar disse que não percebe em Sergipe nenhum fortalecimento nesse sentido, destacando a necessidade de ações das secretarias da Educação, Saúde, Justiça, da Assistência Social e de Segurança Pública para enfrentamento das drogas.

“Na área Oncológica o que vemos é um aparelho de Radioterapia funcionando há 15 anos e que já está velho, obsoleto, além de apresentar defeito fazendo com que seja interrompido o seu funcionamento quase que mensalmente. Desde 2011 que estou nesta Casa e o discurso é o mesmo. Que está chegando um novo aparelho de Radioterapia para o HUSE e outro para o Hospital Universitário, mas até o momento isso não aconteceu”, lamentou.

O deputado Gilson Andrade salientou a necessidade de discussão sobre o financiamento para saúde para que sejam aplicados da melhor maneira os recursos e assim, o Sistema Único de Saúde atenda cada vez melhor a população. “Se os Estados entram com 12% e os Municípios com 15%, a União contribui com quanto bem quer, quando bem quer, cria programas e joga nas costas dos Estados e Municípios”, disse.

A lentidão na construção do Hospital do Câncer de Sergipe também foi mencionada por Gilson Andrade. Ele falou que desde 2011 estão disponíveis verbas para financiar a sua construção e que foi aprovado pela Alese o Proiveste há mais de dois anos, além do Pro-Redes há quase dois anos, mas até hoje, sequer o serviço de terraplanagem foi concluído. “A questão não é falta de dinheiro, pois temos R$32.700,00 de Emendas de bancada do senador Eduardo Amorim e esta Casa aprovou R$15 milhões do Proinveste”, destacou.

O fato de que Sergipe já ter sido referência em transplantes de rim, fígado e coração foi mencionado pelo deputado. “Infelizmente hoje os pacientes ficam nas filas de espera ou tem que se deslocar para outro Estado para realizar o tratamento através da Secretaria da Saúde”. Gilson Andrade também citou a atuação do Hemose e parabenizou pelas ações desenvolvidas. “Para melhorar ainda mais, basta apenas que o Governo coloque uma unidade móvel nos municípios regionais para a coleta de sangue”, frisou.

O parlamentar disse que é necessário que o Governo do Estado cobre ações efetivas dos gestores municipais em ações voltadas à atenção básica, pois se assim não proceder, os índices de sífilis congênita vão aumentar. Ele também questionou ao secretário de Estado da Saúde José Sobral, qual a real dívida da Fundação Hospitalar de Saúde e fez um apelo ao secretário para a disponibilização de uma equipe de Ortopedia para melhorar a estrutura do Hospital Regional de Estância.

“Não é concebível um hospital regional sem ter no mínimo uma equipe de clínica médica de cirurgia geral com dois cirurgiões, além de Pediatria e Ortopedia. Principalmente no hospital como o de Estância, por onde passa a BR-101”, questionou ao tempo em que mencionou a disponibilidade de 10 leitos de UTI naquela unidade de saúde, mas que não funcionam. Gilson Andrade perguntou qual perspectiva de se implantar uma equipe de Ortopedia e de colocar em funcionamento a UTI no hospital de Estância. Ele também falou sobre a dificuldade para a realização de cirurgias urológica, de mama, bariátrica e em Otorrino”, disse.
Ao final dos seus questionamentos, o deputado Gilson Andrade, que também é médico com especialidade em Ginecologia e Obstetrícia, se colocou à disposição da Fundação Hospitalar da Saúde para realizar cirurgias ginecológicas através de mutirão no Hospital Jessé Fontes, em Estância, sem gerar ônus para a Fundação e para o hospital. “Tenho em mãos uma relação com 117 pacientes das quais 74 são histerectomia. Embora seja uma cirurgia eletiva, algumas delas devido o tempo de espera já se tornaram de urgência, portanto, embora eu não seja servidor da Fundação me coloco à disposição para realizar esses procedimentos”, salientou.

Fonte: Ascom Parlamentar – Dep. Gilson Andrade (Autimira Menezes)
Foto: César de OLiveira