Segundo os dados expostos pelo comitê e repassados pelo Sindicato dos Médicos de Sergipe (Sindimed), os óbitos infantis considerados evitáveis, em 2023, chegaram ao índice de 61,3%. Em 2024, ultrapassaram 63% e, agora, em 2025, chegaram a 66,4%, um aumento de quase 3% no último ano.
Linda considerou os dados alarmantes. “Estamos falando de vidas humanas, de mães e bebês. Isso é muito sério. Há mortes que aconteceram porque o Estado falhou no pré-natal, na gestação, no parto e no cuidado neonatal. E isso aparece junto a causas como malformações, sepse bacteriana, prematuridade e bronquiolite. Se é evitável, então há responsabilidade pública”, declarou.
De acordo com informações apresentadas na reunião, as escalas de pediatria não são satisfatórias, comprometendo a qualidade do atendimento. “Faltam profissionais em várias áreas para atuar no estado. O governo não pode naturalizar o que é evitável. É preciso enfrentar as causas estruturais que produzem sofrimento, morte e desigualdade”, afirmou Linda Brasil.
Para a deputada, o dado evidencia falhas estruturais na rede pública de saúde. “Isso é reflexo da falta de investimentos em políticas públicas e resultado da privatização da saúde pública, que provoca a precarização do trabalho e do atendimento nas maternidades”, salientou.
Linda, que preside a Comissão de Cidadania e Direitos Humanos na Alese, cobrou transparência da Secretaria de Estado da Saúde e medidas concretas para reduzir os índices. “Esperamos que a Secretaria venha a público explicar o que está sendo feito para diminuir esses números e como dará transparência aos dados”, concluiu.
