Novembro, mês em que se comemora o Dia Nacional da Consciência Negra – lembrado nesta quinta-feira, 20, ganha importância e destaque no Espaço Cultural Djenal Tavares de Queiroz da Assembleia Legislativa. A mostra aberta na última terça-feira tem a fotografia de Vera Vilar (pescadores do São Francisco), as telas de Johny Carlos, exposição coletiva de esculturas negras, além da noite autógrafos de José Rosa Cruz, que lançou o guia “Linha Verde”, e a apresentação musical da banda Serregae, na voz do vocalista Junior Guerra. A mostra foi aberta oficialmente pela presidente da Assembleia Legislativa, deputada estadual Angélica Guimarães, que lembrou o papel do Legislativo em ser um espaço democrático onde a arte é estimulada e apoiada. “Neste penúltimo evento do ano acompanho com prazer esse conjunto de artistas importantes e talentosos. A Assembleia mais uma vez cumpre seu papel de prestigiar e estimular a arte e a cultura sergipana”. Angélica Guimarães disse que a mostra, no mês em que se comemora a consciência negra, revela a sensibilidade de Vera Vilar, que mostra a região ribeirinha, terra da parlamentar, revela uma região resistente e encantadora. “São paisagens que são ao mesmo tempo humanas e naturais. As águas, as canoas e os pescadores do São Francisco são símbolos de um ciclo de vida que resiste e encanta”. A deputada também destacou os talentos de de nomes da raça negra que passaram pelo espaço cultural, como Jerônimo Freitas, Nivaldo Oliveira e Pedro Silva. Presente à abertura da mostra, o coordenador de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Secretaria de Estado dos Direitos Humanos, José Pedro, disse que o evento promovido pela Alese representava um passo importante para ampliar as conquistas do artista negro. “Estamos celebrando os avanços que a população negra tem conquistado, além de valorizar o papel do artista negro”. A diretora de Imprensa da Alese, jornalista Sandra Cruzz, prestigiou a abertura da mostra. Para a curadora do Espaço Cultural da Alese, Ilma Fontes, o evento mais uma vez consolida uma aliança entre o Poder Legislativo e a arte, valorizando e mostrando os novos talentos. “Sergipe é um celeiro de artistas como o jovem Johny Carlos, grafiteiro, que eu não conhecia antes. O Espaço Cultural faz emergir muitas vozes desconhecidas, como esse grafiteiro que veio para ficar. A presença do artista aqui no Espaço Cultural é sempre muito bem vinda e importante”. O escritor Cláudio Rosa Cruz fez o lançamento do guia ‘turístico-rodoviário’, um importante instrumento de auxílio para quem cruza a Linha Verde, rodovia que liga Sergipe à Bahia pelo litoral do estado vizinho. “É um guia rodoviário e turístico que fui escrevendo ao longo de cinco anos que cruzo esse caminho. Foi por esse caminho que o Brasil teve sua ocupação iniciada. O que era uma atividade de lazer virou um guia que detalha esse roteiro. Há lugares belíssimos”.

 

 

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