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Escritora mostra a importância das imagens na construção da história de Lampião

Da Escola do Legislativo – Por Rosângela Dória

A tarde desta terça, na biblioteca da Escola do Legislativo João de Seixas Dória, foi de muita história e informação sobre o cangaço. O projeto Encontro com o autor sergipano, com a escritora Maria Otília Cabral, encerrou um ciclo de palestras, promovido pela Elese com homenagens e debates pelo aniversário de morte de Lampião, ocorrida no dia 28 de julho de 1938, em Angicos, município de Poço Redondo.

O livro Lampião: a construção de um mito é a realização de um projeto que durou dez anos. A escritora Maria Otília Cabral Souza decidiu escrever sobre o personagem depois de concluir uma Pós-Graduação em Literatura, Cultura e Semiótica. Lampião já fazia parte das histórias na casa dela. Muitos dos familiares tinham participado direta e indiretamente das ações ligadas ao bando de cangaceiros. “Dois parentes meus foram levados como reféns pelo bando de Lampião para garantir a entrada dele na cidade de Capela” disse a autora.

“Sempre li sobre o assunto e depois de muito tempo decidi escrever”, disse Maria Otília que nunca se sentiu segura para colocar tudo no papel. Mas da insegurança, comum aos estreantes, nasceu um livro de quase 400 páginas que passeia pela ‘criação do tipo nordestino’, pela ‘cultura e símbolos do cangaço’, ‘comportamentos e estratégias’, pela fotografia, mídia da época, romance, cinema, música e pela construção do herói popular. Na obra, é possível conhecer um lado de Lampião preocupado com a construção de uma imagem.

“É pelas imagens que passamos a conhecer mais sobre o cangaço. Por filmes, documentários e fotografias; sem tudo isso não seria possível imaginar Lampião, Maria Bonita e seu bando”, lembra a autora.

O recorte da obra é sobre a entrada de Lampião na cidade de Capela em duas oportunidades: em 1929 e 1930, essa última severamente enfrentada pela polícia da época. A autora narra os dois importantes fatos com base nas notícias dos jornais que acompanhavam os roteiros seguidos pelo bando e por depoimentos de pessoas que viveram à época.

Capela, no momento do embate, contava com uma economia forte, linha de trem, ferrovia, telégrafo e dois cinemas. A entrada de Lampião foi em 24 de outubro de 1929 quando a polícia avisou ao prefeito. Virgulino passou no prédio do telégrafo e depois foi ao Cineteatro Capela, que no momento exibia um filme mudo com orquestra tocando. O filme era Anjos das Ruas, de Janet Gaynor. Lampião mandou que a luz fosse apagada, que o filme continuasse mas saiu do cinema logo em seguida.

De acordo com os relatos, em outubro de 1931, Lampião e o bando voltam à Capela, fazem alguns reféns nas fazendas e mandam o irmão do vigário informar que entrariam de novo na cidade. O recado foi dado, mas desta vez um grande grupo de moradores (inclusive mulheres) se organizou, armou-se e ficou escondido nas torres da igreja. Lampião achou demorado o recado, entrou na cidade e foi recebido a bala.

O livro Lampião: a construção de um mito está à disposição para leitura na biblioteca Marcelo Déda na Escola do Legislativo, no Palácio Fausto Cardoso, centro de Aracaju.

Fotos: Jadilson Simões

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