O aumento nos registros de assaltos em Sergipe, especialmente nas cidades do interior, levou a deputada estadual Maria Mendonça a cobrar, mais uma vez, soluções para o problema. A parlamentar disse que a insegurança tem tirado o sono dos sergipanos e o governo, em lugar de buscar soluções, procura justificar a omissão. Em seu discurso, a deputada tratou também do Dia Mundial em Memória às Vítimas de Acidentes de Trânsito.

 

“O governo não vem dando a atenção devida. Quantas pessoas ainda deverão ter suas vidas ceifadas para que a Secretaria de Segurança Pública perceba a necessidade de planejar ações, mudar estratégias e, de fato, investir na área de segurança”, questionou a parlamentar. Maria afirma que os sergipanos estão pagando um preço muito alto, com a própria vida, ou com o cerceamento da liberdade. “O cidadão foi tolhido no seu direito de ir e vir, e no início da noite refugia-se em seu lar para tentar se proteger”, observou.

Maria Mendonça lembrou o episódio ocorrido em Itabaiana, na Escola Técnica Agrícola Prefeito João Alves dos Santos, quando bandidos fizeram como reféns estudantes e professores, causando pânico e terror. “O índice de homicídios vem crescendo progressivamente. Entre os dias dois e cinco deste mês, em Itabaiana, foram registrados quatro homicídios”, ressaltou a deputada, que cobrou soluções.

A parlamentar destacou ainda a passagem do Dia Mundial em Memória às Vítimas de Acidentes de Trânsito, comemorado no último domingo. Maria lembrou a criação da data, em 1993 no Reino Unido, pela RoadPeace, e no Brasil, em 2007, através da ONG Trânsito Amigo. “O momento é de conversar sobre ações que possam diminuir o número assustador contabilizado. De janeiro a outubro deste ano, sete mil e seiscentas e vinte e cinco pessoas foram atendidas no Huse, vítima de acidentes de trânsito”, destacou.

“Apelo aos colegas que esqueçamos as divergências políticas e nos somemos em prol da coletividade, ou seja, do povo, afinal, se aqui chegamos foi graças a ele que nos elegeu seus representantes. Portanto, nada mais digno do que descermos do palanque e lutarmos pelo bem comum. Enquanto oposição, não devemos exercitar a política do quanto pior melhor, nem tão pouco, a situação permanecer inerte, encarando tudo isso com naturalidade”, finalizou a parlamentar.