O deputado Antônio dos Santos (PSC), disse na tarde desta segunda-feira (21), ver com bons olhos a aprovação da PEC 241, alegando que o país precisa combater a recessão.

“Eu vejo como uma PEC extremamente necessária para o país. Eu não posso ficar olhando para uma pasta ou duas e esquecer o país como um todo. O país precisa voltar a crescer, precisa ter investimento e combater a recessão, pois são quase 13 milhões de cidadãos desempregados. Precisa ter equilíbrio para que a Previdência não seja estrangulada e olhando um país como um todo”, destaca.

Segundo Pastor Antônio, o Brasil precisa de um ajuste. ”A PEC 241 é mais que necessária para a nação, é indispensável; é um remédio amargo, mas que trará a cura e é isso que a gente precisa entender: que a o Brasil precisa realmente passar por esse ajuste. Eu me lembro que, quando foi aprovada a Constituição de 1988, o Partido dos Trabalhadores foi às ruas de forma contrária e não assinou, no entanto veio a ser a Constituição elogiada em todo canto. Quando foi para votar a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), foram para as ruas dizendo ser a pior ação e não foi isso. O Brasil melhorou muito com o controle dos gastos”, relembra.

O parlamentar disse ainda que qualquer medida que venha a combater a atual crise, tende a ser extremamente debatida e discutida.

“O que eu tenho acompanhado com relação à PEC 241, cuja vontade é estabelecer o limite dos gastos públicos, estabelecer um teto, mostrar à gestão administrativa que não se se pode gastar além do que se arrecada e aí vão aos ajustes e algumas áreas poderão ser penalizadas, podendo ter menos investimentos para investimento e custeio. Só que o Governo tem tido o cuidado de preservar a saúde, educação e segurança, para que essas pastas não sejam penalizadas. É um período que a gente vai passar tendo uma certa dificuldade, porém se vislumbra no futuro uma melhoria para toda a estrutura do Governo”, enfatiza.

PEC 241

A Proposta de Emenda Constitucional foi aprovada em segunda votação na Câmara dos Deputados, visando a criação de um teto para os gastos públicos. Com isso, congela as despesas do Governo Federal, com cifras corrigidas pela inflação, por até 20 anos.

A medida é considerada uma das maiores mudanças fiscais dos últimos anos para superar a crise econômica. Mas vem enfrentando críticas dos partidos de oposição a exemplo do PT, PSOL e PCdoB, principalmente por conta da falta de investimentos nas áreas de Saúde e Educação.

Por Agência de Notícias Alese

Foto: César de Oliveira