O deputado estadual Georgeo Passos (Cidadania) debateu na sessão ordinária de ontem, 31, sobre o Projeto de Lei Complementar nº 06/2026, que altera a Lei Complementar nº 176, que trata das microrregiões de saneamento básico. O parlamentar fez vários questionamentos, dentre eles, se o Governo do Estado estaria “quebrado”, lembrando o “raspa tacho nos fundos (contas)” feito no final de 2025. Segundo Georgeo, a Lei teve três modificações, sendo que nessa última autoriza a gastar o dinheiro da concessão da Deso com despesas de custeio.
Georgeo ressaltou que inicialmente o governo assegurou utilizar o dinheiro em investimentos (obras), pagamento de precatórios e na área do meio ambiente. “Agora vão meter a mão no dinheiro da venda da Deso que era pra obras estruturantes em Sergipe. Com qual justificativa? É ano de eleição e tem que manter o governo minimamente funcionando? Estamos falando de mais de R$ 1 bilhão. O líder do governo prometeu trazer os extratos dessas contas (dos recursos da venda da Deso), ainda não trouxe”, disse.
O deputado também lembrou que em dezembro a Assembleia Legislativa autorizou que os valores dos juros (rendimentos da concessão) fossem utilizados para serviços públicos de saúde, com proibição para pagamento de despesa com pessoal. “O governo agora quer utilizar o dinheiro para as despesas correntes, do dia a dia. Isso demonstra que o governo vai mal das pernas financeiramente. Por mais dados que digam, a realidade prova o contrário. O que realmente está por trás disso?”, questiona Passos.
Obras
Georgeo foi enfático ao afirmar que as obras do governo, em sua maioria, estão sendo executadas com recursos provenientes de empréstimos e são de qualidade ruim. “Não tem dinheiro para obra. Pega emprestado! Não tem dinheiro para custeio. E, agora, vão meter a mão no dinheiro da venda da Deso que era para obras estruturantes”, afirmou, acrescentando não compreender o motivo dos rendimentos de R$ 1 bilhão serem insuficientes para manter a máquina pública funcionando. Ao final, o deputado afirmou que votaria contra ao referido projeto encaminhado pelo governo.
