logo

Espaço do Servidor

Acesso Rápido

Portal do Servidor

Notícias

Garibalde Mendonça comenta sobre desafios da citricultura sergipana

O vice-presidente da Assembleia Legislativa de Sergipe (Alese), deputado Garibalde Mendonça (MDB), registrou na Sessão Plenária da Assembleia Legislativa de Sergipe (Alese), uma reunião que teve no domingo (17), com representantes do Sindicato dos Trabalhadores Rurais, Agricultores e Agricultoras Familiares de Boquim. Ele leu um ofício da categoria relatando os desafios que vêm sendo enfrentados na citricultura.

“Foi uma reunião de diretoria com a participação do prefeito de Boquim, Jackson Costa, de vereadores e do ex-ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Márcio Macêdo. Os representantes do Sindicato mandaram um ofício endereçado aos deputados, apresentando considerações sobre a citricultura sergipana, atividade com grande relevância econômica, social e cultural para a região”, informa.

O ofício do Sindicato destaca que a citricultura sergipana se concentra principalmente nos municípios de Boquim, Umbaúba, Cristinápolis, Itabaianinha, Estância, Tomar do Geru, Pedrinhas e Arauá, sendo a produção de laranja uma das principais atividades agrícolas do estado. “No ofício, a diretoria do Sindicato cita que historicamente o Sul de Sergipe consolidou-se como importante polo produtor de citros do Nordeste brasileiro, contribuindo significativamente para a geração de emprego e renda, especialmente através da agricultura familiar”, ressalta.

Desafios

No documento, os integrantes do Sindicato dos Trabalhadores Rurais, Agricultores e Agricultoras Familiares de Boquim lembraram que a cadeia produtiva da laranja movimenta setores como transporte, comércio, indústria de sucos e exportação, fortalecendo a economia regional. “Entretanto a atividade vem enfrentando desafios ao longo dos últimos anos, dentre os quais destacam-se preço baixo pago pelas indústrias, compra das frutas, envelhecimento dos pomares, incidência de pragas e doenças, dificuldade de acesso ao crédito rural, elevação dos custos de produção, deficiência de assistência técnica continuada e necessidade de maior infraestrutura para escoamento da produção e fortalecimento da cadeia produtiva”, elenca o Ofício.

O parlamentar acrescentou que diante desse cenário, a categoria citou a necessidade de apoio e investimentos voltados para a melhoria da citricultura na região, incluindo assistência técnica, renovação dos pomares, incentivo ao produtor rural, acesso facilitado aos financiamentos, melhoria na infraestrutura e implantação de novas tecnologias; além de indústrias de sucos, programas dos governos estadual e federal, visando fortalecer a produção, melhorar as condições de trabalho dos citricultores e promover o desenvolvimento econômico e regional.

“Os citricultores reforçam, no documento, a importância da continuidade das políticas públicas voltadas ao fortalecimento da citricultura, garantindo melhores condições de produção, comercialização e sustentabilidade para os produtores rurais da região sul de Sergipe, O que eles falam também é que, as indústrias hoje compram laranja a R$ 300 a tonelada e levam-se 60 dias para o pagamento. Já no comércio se compra a R$ 400 a tonelada e por R$ 150 a R$ 200 se for para pessoa pegar no local da produção. Os adubos estão muito caros, tem a diária do trabalhador, os fertilizantes, o frete. Tem muitas pessoas que derrubaram os pastos para construir os pomares e hoje estão voltando. Fica aqui as reivindicações dos trabalhadores e trabalhadoras rurais de Boquim”, observa.

Foto: Arthur D’Avila/Agência de Notícias Alese

Outras notícias para você